Você já leu esse livro? Já ouviu falar? “É isto um homem?” é o relato puro e autêntico do italiano, de origem judaica, Primo Levi (1919-1987) a respeito de sua experiência em campos de concentração nazistas. Capturado por soldados fascistas em Modena (Itália) foi inicialmente deportado para Auschwitz (Polônia) com outros 650 judeus, e destes apenas Levi e outros dois sobreviveram, e neste livro Primo discorre sobre toda essa vivência absurda, chocante, que me faz pausar página a página para digerí-las, para sempre relembrar que são fatos ocorridos, não inventados, que haviam seres humanos dos dois lados. Admito que são leituras que me estraçalham mas que busco em momentos estratégicos da minha vida por necessidade e que me preparo para as suportar, mas isso não me impede de sentir um grande abalo. O mais interessante neste relato é que Levi não transparece em nenhum momento sentimento de ódio, ele nos apresenta uma teoria que a ação humana só pode ser julgada individualmente, caso a caso. Considero necessário que todos saibamos que isso tudo aconteceu, que foi no século passado, que foi na Europa, no planeta Terra.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
domingo, 14 de junho de 2020
Alma Minha Gentil Antologia da Poesia de Amor Portuguesa
É muito árdua a tarefa de se eleger um livro, ainda mais quando se os ama tanto, como o mais especial. Mas precisamos admitir que esse livro nos toca de maneira especial: “Alma Minha Gentil - Antologia da Poesia de Amor Portuguesa” é uma obra prima de José Régio e Alberto Serpa. O nome do livro é belíssimo. A edição, uma obra de arte de 1957 da tradicional Portugália Editora. Com ilustrações de Augusto Gomes. Os organizadores foram buscar as primeiras poesias no Séc. XII, começando o livro de 344 páginas com os trovadores, como João Roiz de Castelo-Branco com a sensacional “Cantiga, Partindo-se”. Passando por 91 poeta extraordinários, que usufruíram intensamente e da melhor forma de uma língua tão romântica e sensual como a portuguesa. Camões, Bocage, Alexandre Herculano, Garrett, Quental, Júlio Dinis, Cesário Verde, Teixeira de Pascoaes, Pessoa, Torga, Florbela e Eugénio de Andrade estão por aqui muito bem representados. A joia estará no sebo para consulta quando tudo isso passar, permitindo a todos o acesso as mais lindas palavras de amor impressas em um papel amarelado e envelhecido.
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Namorados de Virgínia Vitorino
Feliz dia dos Namorados: Neste dia dos namorados especial, com quase todos reclusos: que tal ler. Leia o amor mesmo que você esteja só. Leia a solidão mesmo que você esteja ao lado do amor da sua vida. Um livro de poesias, uma garrafa de vinho e você, juntos compõe o melhor cenário para um momento perfeito. Há muita beleza numa boa leitura, e muito aprendizado. [Namorados, da fantástica poeta portuguesa Virgínia Vitorino, nesta edição encantada de 1943 da Livraria H. Antunes]
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Inicialmente publicado como folhetim, entre Março e Dezembro de 1881, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do mestre Machado de Assis, tornou-se livro no ano seguinte, pela Tipografia Nacional. Teve recentemente nova tradução para o inglês relançada pela Penguin Classics (The Posthumous Memoirs of Brás Cubas) esgotada em um único dia. Utilizamos, para ilustrar essa postagem, essa edição simples e perfeitamente usufruída, com marcas do tempo que parecem ter sido causadas propositalmente para tê-la deixado ainda mais linda. Um estado de livro pelo qual somos apaixonados, aquele que aponta que ele viveu, rodou, esteve em diversas mochilas escolares, dormiu ao lado de muitos travesseiros em noites pré-prova. Um livro demasiadamente lido, que propagou, e encantou.
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Poemas de Castro Alves
Poemas - Castro Alves - Os Escravos | A Cachoeira de Paulo Afonso | Edições O Livreiro | São Paulo | Com selo da Livraria Parthenon.
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Mimi Bluette de Guido da Verona
Mimi Bluette Flor do Meu Jardim | Guido da Verona | Livraria Bertrand | Lisboa | Tradução de Campos Lima.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
Das Gute Recht de Kasimir Edschmid
Das Gute Recht | Kasimir Edschmid | Roman | Verlag Kurt Desch München | 1946 | München | Germany | Com Dedicatória.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
O Coruja, de Aluizio Azevedo
O Coruja | Aluizio Azevedo | Livraria Garnier | Rio de Janeiro | Coleção dos Autores Celebres da Literatura Brasileira | com selos da Livraria Lealdade e Livraria Astréia.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
O Retrato de Osvaldo Peralva
“O Retrato” do jornalista Osvaldo Peralva é considerado um dos mais contundentes relatos políticos brasileiros. Um livro que até pouco tempo atrás era esgotado e quase impossibilitado de ser encontrado (está edição ainda é), há pouco tempo foi reeditado e isso mudou um pouco. O livro foi sabotado pelos comunistas e pelas demais correntes de esquerda da época, por isso nunca havia sido reeditado. Peralva, fervoroso militante e membro da cúpula do Partido Comunista, foi enviado a Moscou no ano de 1953 para estudar o comunismo soviético. Lá constatou que a utopia bolchevista havia se convertido em pesadelo totalitário. Três anos depois voltou ao Brasil e percebeu que o PCB reproduzira em escala provinciana e farsesca o terrorismo ideológico. O livro é a história da trajetória de Osvaldo no PCB, desde a apaixonada adesão até a traumática ruptura. Ele soube transformar suas memórias em arrebatadora narrativa sobre os bastidores sinistros do comunismo, traçando retratos implacáveis de Luis Carlos Prestes e Marighella. Ele nunca deixa de ser comunista, mas condena a condução que os homens adotaram deturpando o sistema. Um livro que precisar ser lido, sem bandeiras e com a mente aberta. Mostra com clareza os ideais do real projeto comunista e o quanto os homens são capazes de deturparem tudo pelo interesse próprio.
domingo, 29 de março de 2020
Na Mão de Deus Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa
Na Mão de Deus Antologia da Poesia Religiosa Portuguesa | Organizada por José Régio e Alberto de Serpa | Portugália Editora | Lisboa | 1958.
terça-feira, 24 de março de 2020
Fique em Casa!
Estamos vivendo algo absolutamente novo. Teremos que praticar a paciência, a empatia e o equilíbrio. Enquanto não tivermos o controle desta pandemia do Covid-19, fique em casa.
segunda-feira, 23 de março de 2020
sexta-feira, 13 de março de 2020
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Marca-páginas retrô do Sebo Pura Poesia
Estreando o novo marca-página do sebo. Com ar retrô e todo elaborado em tipografia, o nosso novo marca-página tem em sua face frontal o logo do sebo em dourado, uma frase que amamos atribuída a Airton Ortiz e um pouco da nossa atuação, além de nossas informações de contato. No verso, o imenso, não em tamanho mas em profundidade, poema de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, nosso poeta mor... muitos clientes já saíram daqui com ele. E você, o que achou? Gostou? Indicamos a gráfica com o maior prazer, inclusive por se tratar de um amigo nosso de mais de vinte anos: Século Vintage Gráfica - (11) 99412-4834 - Contato: Aloísio - dono (também conhecido como Louco, falando com ele em menos de 15 segundos vocês entenderão o porquê)... [CARTAS A UM POETA - CARTAS A UM JOVEM POETA, DE RAINER MARIA RILKE]
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
Os Holandeses no Brasil de C. R. Boxer
Os Holandeses no Brasil 1624 - 1654 | C. R. Boxer (Professor de Português Camoneano no King’s College da Universidade de Londres | Brasiliana | São Paulo | 1961 | The Dutch in Brazil | Publicado em 1957 pela Oxford University Press | Londres.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Niels Lyhne de Jens Peter Jacobsen
“Niels Lyhne” é o segundo romance do escritor dinamarquês Jens Peter Jacobsen (1847-1885). Escrito em 1880 o livro descreve a procura de um homem desejoso de encontrar um significado para a sua vida, narrando as melancolias de menino do protagonista até as reviravoltas da vida adulta, percurso que inclui temas caros à época como matrimônio e ateísmo. O livro foi demasiadamente elogiado pelo grande poeta alemão Rainer Maria Rilke em seu livro “Cartas a um Jovem Poeta”. Neste caso tudo numa edição mais do que especial da extinta e saudosa editora Cosacnaify.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
Ariel de Sylvia Plath
Ariel | Sylvia Plath | Verus | 2007 | Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maria Cristina Lenz de Macedo | Edição restaurada é bilingue, com os manuscritos originais.
domingo, 12 de janeiro de 2020
O Patriarca da Independência de José Bonifácio de Andrada e Silva
O Patriarca da Independência | José Bonifácio de Andrada e Silva | Bibliotheca Pedagógica Brasileira | Brasiliana | 1939 | Companhia Editora Nacional.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Luís Veiga Leitão, o Poeta da Resistência
Recentemente, em conversa com um respeitado alfarrabista português (José da Cruz Santos - Modo de Ler), falávamos dos atuais embates políticos extremistas espalhados pelo mundo e chegamos ao nome de Luís Veiga Leitão como maior poeta português da resistência. Nascido em 27 de Maio de 1915, em Moimenta da Beira, desenvolveu diversas atividades profissionais: comerciante, escriturário, publicitário e artista plástico. Em 1952, devido ao seu perfil militante, sofreu a traumática experiência da prisão política sob o regime salazarista, quando então passou a redigir mentalmente na cela os poemas e os decorou, um a um, para em 1955 publicar o tremendo livro “Noite de Pedra”, apreendido posteriormente pela censura, lógico. No ano seguinte conquistou a liberdade, viajou pela a Europa e se exilou no Brasil a partir de 1967, onde desempenhou os mais diversos papéis, entre os quais o de bibliotecário, desenhista, autor e locutor de um programa de rádio sobre a moderna poesia portuguesa. Regressou a Portugal, mais precisamente a cidade do Porto, apenas em 1977. Conhecido sobretudo pela sua vertente de poeta militante e anti-fascista, Veiga Leitão também escrevia sobre suas viagens como o “Livro de Andar e Ver” que era como os árabes identificavam os livros de viagem (também disponível aqui no sebo). Retornou ao Brasil, onde veio a falecer em Niterói, no dia 9 de Outubro de 1987. A segunda imagem é a poesia “Manhã”, talvez a mais emblemática de seu período em prisão política. Um poeta para aprofundar-se.
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