sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
Indo para a cama em uma noite de Dezembro, de Ellen Bass
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
Use as coisas ao seu redor, de Raymond Carver
sexta-feira, 15 de novembro de 2024
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
O mar, por Herberto Helder
sábado, 12 de outubro de 2024
Trecho de "Férias de Agosto" de Cesare Pavese
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
Os livros são como um veneno, de Abelardo Linares
sábado, 31 de agosto de 2024
A pianista, de Abdellatif Laâbi
quarta-feira, 28 de agosto de 2024
Janela de Joan Margarit
domingo, 25 de agosto de 2024
Imagino como seria te amar, de Ana Cristina Cesar
imagino como seria te amar
teria o gosto estranho das palavras que brincamos
e a seriedade de quando esquecemos quais palavras
imagino como seria te amar
desisto da ideia numa verbal volúpia
e recomeço a escrever poemas.
Ana Cristina Cesar (1952-1983), poeta carioca
Obra de arte da imensa artista Anita Malfatti (1889-1964)
sábado, 24 de agosto de 2024
Um poema de Sérgio Lima
domingo, 28 de julho de 2024
Poesia de José Maria Zonta
sábado, 29 de junho de 2024
Anoitecer de Simone Teodoro
sexta-feira, 21 de junho de 2024
O coração é como um fruto, de Ana Hatherly
O coração é como um fruto
cresce
amadurece
mas não cai:
se alguém o quiser
não morre.
Ana Hatherly (1929-2015), poeta portuguesa.
Obra de arte de Inimá de Paula (1918-1999)
sábado, 25 de maio de 2024
A avó, de Antônia Pozzi
cheia de paz e íntima da morte -
tão fresca e sombria
junto da minha respiração.
Para lá das palavras: escutamos
pulsações iguais - e apenas um
derradeiro sorvo de vida.
Na margem de negros lagos
volta a iluminar-se
este olho que só tu tornaste azul;
assim encostada ao teu regaço
e fechada no teu ventre
profundo, uno-me
ao teu peso mortal que se desvanece:
de tal modo que já não nos separa a terra -
mas para ambas se torna escura e leve.
Antônia Pozzi (1912-1938) - poeta italiana
Obra de arte de Amadeo Luciano Lorenzato (1900-1995)
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Diospiros de Jorge de Sousa Braga
Há frutos que é preciso
acariciar
com os dedos
com a língua
e só depois
muito depois
se deixam morder.
Jorge de Sousa Braga (1957), poeta português
Arte de Dede Fedrizzi
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Ítaca, de Daniel Faria
O que dói
é não poder apagar a tua ausência
e repetir dia após dia os mesmos gestos.
O que dói
é o teu nome que ficou como mendigo
descoberto em cada esquina dos meus versos.
O que dói
é tudo e mais aquilo que desteço
ao tecer para ti novos regressos.
Daniel Faria (1971-1999), poeta português
Arte de Antônio Maia (1928)
sexta-feira, 15 de março de 2024
Infância de Carlos de Oliveira
enormes como cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no universo da memória
este rumor
de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia.
Carlos de Oliveira (1921-1981), poeta português, nascido em Belém do Pará
Obra de arte de Amadeo Luciano Lorenzato, artista mineiro
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Conselho de Eugénio de Andrade
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
Um aforismo de Jean Cocteau
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Um aforismo de Manuel de Freitas
-
No porão a menina explica aos seus ursinhos de pelúcia o que é a guerra. Os ursinhos de pelúcia não compreendem exatamente tudo mas se tranq...
-
“Morte de uma Estação” é o único livro em língua portuguesa da poetisa italiana Antonia Pozzi . Na verdade é uma edição bilíng...
-
Não peçam aos vossos filhos que aspirem a ter vidas extraordinárias. Tal aspiração poderá parecer admirável, mas é a vida dos tolos. Ajudem-...












